A barragem Hidroeléctrica do Pocinho foi inaugurada em 1982, entrando apenas em funcionamento a Março de 1983. Toda a sua estrutura externa é constituída por betão (com uma altura de 50 metros), a sua albufeira (à cota máxima de retenção normal de 125,50 m), estende-se ao longo de 40 km e tem uma capacidade total de 83.070.000 m3, sendo apenas de 12.240.000 m³ o volume utilizável em exploração normal.
Possui uma eclusa de peixes, que permite o movimento de algumas espécies de peixes ao longo do rio, e por uma eclusa do canal de navegação do Douro (com o comprimento de 90 m e largura de 12.1 m), que permite o tráfego marítimo no rio Douro.
Possui também um descarregador principal, equipado com 4 comportas segmento, está dimensionado para um descarregamento máximo de 15 000 m³/s. O aproveitamento dispõe ainda de uma descarga auxiliar instalada no muro Barragem-Central, com uma capacidade de descarregar de 310 m³ por segundo. Uma das comportas do descarregador principal está equipada com um volet, dimensionado para um caudal de 70 m³/s.
A Central, com uma nave principal de dimensões 84x21x31 m, está implantada junto da margem esquerda.
No topo da central está instalada a sala de comando e outras salas para serviços e equipamentos auxiliares. A subestação de transformação está equipada com 3 transformadores trifásicos, 10/240 kV, de 62 MVA e está ligada por uma linha à subestação da Rede Eléctrica Nacional, localizada na margem direita.
Percurso da visita
A turma, treze elementos, e dois professores responsáveis, Artur Afonso e Conceição Madureira, chegámos á Barragem Hidroeléctrica do Pocinho por volta das 14H00min. Fomos de imediato recebidos pelo técnico responsável.
De forma geral é uma estrutura de cinco andares, no entanto fomos conduzidos a três dos pisos existentes.
Numa primeira parte, primeiro piso visitado, tivemos acesso a uma vista geral do interior da barragem, isto é dos equipamentos que permitem a produção de energia. Apesar de observarmos vários equipamentos, era uma vista muito difusa, isto é, não era perceptível a função de cada sistema ou a especificidade de cada material.
Ficamos, deveras, admirados com o tamanho do edifício, apesar de a estrutura ser familiar para grande parte da turma. Excluindo os indivíduos que já visitaram aquele ou outro edifício, do mesmo género, fomos surpreendidos quer pela organização do edifício quer pelos equipamentos. Não sugeríamos, adivinhando, tais dimensões e organização.
Além da noção da real dimensão da estrutura, a vista geral permitiu fazer um resumo do programa da visita.
Descemos dois andares, sendo dirigidos para a sala de operações/controlo do edifício. Nesta sala encontramos vários quadros e comandos que informam os responsáveis sobre:
Falhas de serviço;
Produção de energia no momento;
Sistemas que evitam possíveis falhas;
Controlo das comportas;
Controlo dos mecanismos de produção.
Foi nesta sala que foi possível, além das indicações/informações que o técnico forneceu, fazer algumas questões que nos pareceram as mais indicadas e sobre as quais tínhamos algumas duvidas, muitas delas faziam parte do motivo da visita á Barragem Hidroeléctrica do Pocinho.
Logo que entramos no edifício identificamos um certo som e á medida que descíamos o edifício este ia ficando mais intenso. A partir do piso da sala de controlo, o técnico informou que qualquer tipo de diálogo seria uma tarefa difícil, sugerindo assim que, qualquer tipo de dúvida fosse posta antes de mais uma descida.
Por fim, chegamos a um último piso. Percorremos um grande pavilhão, identificado na vista geral, em direcção aos equipamentos técnicos, que permitem a produção de energia. Neste piso alguns dos colegas mostraram-se sensíveis ao som, não conseguiam estabelecer contacto uns com os outros mesmo com grande proximidade.
O equipamento que, para nós, é um dos mais importantes e encontra-se directamente ligado á produção de energia, foi-nos mostrado em pormenor, encontrando-se numa espécie de “cave subterrânea” do último piso.
Para melhor nos elucidar do funcionamento daquele equipamento, o técnico comparou-o a uma varinha mágica “ao contrário”, isto é:
Varinha mágica: fornece-se energia eléctrica para que a turbina gire e assim produzir “puré”.
Barragem: o movimento da água faz girar as pás das turbinas, este movimento provoca a produção de energia eléctrica.
Quando terminou a vista guiada e já na superfície, alguns membros da turma e todos os membros do grupo, incluindo o professor Artur, circulamos pelo piso superior onde podemos observar, apesar do mau tempo, a parte exterior. Foi notório que todos os indivíduos presentes ficaram pasmados com a força da água. O efeito, que ela provoca quando se encontra na presença de barreiras que impedem o seu natural caudal, apesar de assustador era dotado de uma beleza peculiar.
Questões apresentadas ao técnico:
· Qual foi o data de construção da barragem?
o Março de 1983.
· Qual a altura máxima da barragem?
o 50 Metros.
· Quanto tempo demora a abrir as comportas?
o Tempo total entre 25-30 minutos, encher de água 12-15 minutos.
· Qual o intervalo de tempo de revisão do sistema funcional da barragem?
o Mensal (em certos componentes da barragem) e inspecção quadrienal.
· Quantos técnicos trabalham nesta instituição?
o 6 Electromecânicos.
· Qual a altura de queda de água?
o 16.9 metros.
· Qual o protocolo com as barragens de Espanha?
o Há um protocolo com a rede de barragens espanholas que regula o caudal as águas e que permite a produção de energia em ambos os países.
· Qual a produção de energia por hora?
o 55 mkw/h
· Qual significado das cores do painel de aviso?
o Painel de defeitos amarelo – aviso de avaria
o Painel de defeitos vermelhos – aviso de avaria e defeito (sistema para automaticamente).
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